tijolices

Para ir sendo construído, disse eu no início. A obra acabou.

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terça-feira, janeiro 18, 2005

Posfácio

Está na altura de revelar "quem" foi a verdadeira Mitsou. Aos que não a conheceram, bem entendido. Tal era a nossa amizade, que cheguei a pensar em escrever um romance autobiográfico no qual fosse ela a narradora. Atenta e presente em 22 anos da minha vida, o papel assentava-lhe como uma luva. Mas eu queria manter o segredo da sua identidade até à última página. Queria que ela fosse uma personagem misteriosa, ambígua. Interveniente na história mas de forma discreta. Paciente e meiga mas senhora do seu nariz. Amiga de todas as horas mas ciosa da sua independência. Dedicada mas não possessiva. Alegre, brincalhona, companheira, serena e silenciosa. Porque, afinal, como descobriria o leitor na última página, era uma gata siamesa.

4 Comments:

Blogger molin said...

Uma gata que viveu 22 anos? Juro que não fazia ideia que conseguiam durar tanto tempo. Deve ter sido mesmo a companhia de uma vida!

18 janeiro, 2005 15:36  
Blogger molin said...

Já agora, fica-se à espera desse romance autobiográfico, mesmo já sabendo o desfecho tão misterioso. Eu, particularmente, gosto muito de ler e ouvir falar de experiências de vida!

Jinho!

18 janeiro, 2005 15:37  
Blogger Toze said...

Que era a Gata já eu tinha percebido,,,agora trata de mudar o Final !

Kiss Kiss
Finurias

18 janeiro, 2005 16:00  
Blogger titas said...

Tive a Fofinha e a Matilde. Iguaizinhas à tua Mitsou.
Personalidades diferentes. A Fofinha era uma aristocrata e amuava. Se eu estivesse fora mais tempo que o normal, não me 'falava' por período proporcionalmente igual à ausência.
A Matilde era a típica mulher do povo, alegre, extrovertida... eu metia a chave à porta... e ela aterrava na minha cabeça.

É complicado dizer a isto a algumas pessoas, mana; mas, à vida, apenas peço um minuto mais do que os meus animais. Tu entendes porquê.

22 janeiro, 2005 03:30  

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